Em novembro do ano passado, o nosso sócio Guilherme Abdala representou a Evermonte em Londres, na AltoPartners Annual Global Partner Conference 2025. Para a gente, esse foi um daqueles momentos em que percebemos o quanto o nosso mercado evoluiu, o quanto o Brasil tem a dizer e o lugar que a Evermonte passou a ocupar nessa conversa global.
Londres é um cenário simbólico para falar de futuro. É uma cidade em que tradição e inovação caminham lado a lado. Em muitos sentidos, o executive search está exatamente nesse ponto de encontro. E ver um sócio da Evermonte sentado à mesa com parceiros de diversos países, discutindo sucessão, conselhos e novos perfis de liderança, deixa claro que o trabalho que fazemos no Brasil não é um capítulo isolado. Ele está conectado a uma transformação maior na forma como o mundo pensa sobre liderança e governança.
Para nós, como consultoria brasileira, é muito representativo ter voz ativa em um fórum global como esse. O Abdala não estava ali apenas como indivíduo, mas como resultado de uma construção coletiva que começou há poucos anos e ganhou consistência em um ritmo intenso. Cada pergunta sobre o Brasil, cada conversa de corredor, reforça algo que sentimos todos os dias: existe curiosidade genuína sobre o nosso país, nossos executivos, nossas empresas e famílias empresárias. E existe espaço para mostrarmos essa realidade com mais profundidade.
Ao mesmo tempo, fica nítido como o executive search está mudando. O modelo que termina em uma shortlist já não responde às expectativas de muitas organizações. Os clientes esperam uma consultoria que ajude a ler o contexto, a entender cultura, a traduzir a estratégia em requisitos de liderança. Esse olhar mais amplo é exatamente o que temos buscado construir no Brasil, unindo proximidade com o cliente, compreensão do nosso cenário e padrão global de atuação.
Estar em Londres, discutindo esses temas com parceiros de tantos países, reforça algo em que acreditamos desde o início: o Brasil não pode estar apenas na plateia. Precisa ter cadeira cativa nas mesas em que se decide o futuro da liderança, não só como mercado emergente, mas como origem de profissionais capazes de navegar cenários de alta complexidade.
É nesse contexto que nasce um dos movimentos que mais nos orgulham: a pesquisa Out of Brazil, conduzida pelo Evermonte Institute. A partir de conversas com headhunters internacionais, buscamos entender como o Brasil e os executivos brasileiros são percebidos lá fora, transformando impressões em dados e organizando uma narrativa sobre a nossa liderança. O estudo ajuda a mapear o que temos de mais forte, onde ainda somos pouco visíveis e que passos precisamos dar para transformar competência em reconhecimento.
Ver o Guilherme apresentar esse trabalho em Londres, em um encontro global da AltoPartners, é um sinal claro de que o Brasil não está apenas reagindo às tendências. Está começando a pautar parte do debate.
Quando olhamos para essa conferência, enxergamos mais do que alguns dias intensos. Enxergamos um trecho importante da trajetória da Evermonte, construída ao lado de clientes, parceiros e de um time que decidiu operar com padrão global sem perder a sensibilidade brasileira.
Este texto é um registro afetivo desse momento. Uma pausa para reconhecer o quanto é significativo levar a perspectiva do Brasil para o mundo e trazer de volta aprendizados que enriquecem o que fazemos por aqui.