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Vale a pena buscar líderes voltados para ESG?

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A mudança veio para ficar. As concepções do ESG – sigla para o termo em inglês de Environmental, Social, and Corporate Governance, estão no topo da agenda das lideranças empresariais – os millennials estão liderando o investimento sustentável, e consumidores e colaboradores estão cada vez mais procurando empresas que compartilhem seus valores. Há também um movimento em direção aos padrões globais de relatórios ESG das comunidades de negócios e regulatórias que devem se intensificar ainda mais nos próximos anos.

As organizações que não adotarem essa nova era de sustentabilidade corporativa correm o risco de ficar para trás. Com a demanda vinda de todos as direções, estamos à beira de um ponto de virada no ambiente dos negócios. Para se ter uma ideia, o Bank of America & BofA Securities prevê que US $20 trilhões de dólares em ativos fluirão para fundos e estratégias sustentáveis ​​nas próximas duas décadas.

O tema é uma das pautas mais faladas no mundo dos negócios atualmente. No entanto, as empresas não estão dando muita atenção a essas práticas. Confira os ganhos que a busca por C-Levels voltados para o ESG podem trazer ao seu negócio.

Pressão em relação ao ESG

Sendo assim, a pressão sobre as empresas para que prestem atenção às questões de ESG, não param de aumentar. Pesquisadores, grupos empresariais e organizações não governamentais têm alertado – ou enfatizado as oportunidades – que o programa ESG apresenta ao desempenho das empresas. A maioria dos executivos e profissionais de investimento que examinam seus negócios concordam que os programas de ESG afetam, e muito, o desempenho.

Em uma pesquisa global recente da McKinsey sobre a avaliação desse tipo de programa, temos que 83% dos líderes de C-level e profissionais de investimento dizem esperar que os programas ESG contribuam com mais valor em cinco anos do que hoje. Eles também indicam que estariam dispostos a pagar um prêmio médio de cerca de 10% para adquirir uma empresa que compreenda essas questões.

Apesar das discussões internacionais sobre o tema estarem a pleno vapor, elas ainda despertam uma perspectiva peculiar entre as organizações brasileiras, em que as empresas não estão buscando lideranças focadas em ESG – demonstrando que ainda há espaço e necessidade de grandes avanços.

As empresas desejam ser líderes em ESG?

Um levantamento divulgado em maio deste ano, pelo Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC), demonstrou que as empresas, independente de porte e tipo societários, não têm ambição de serem líderes no tema da mudança climática nem preparo das companhias no assunto. Quase 50% das empresas ouvidas pela pesquisa responderam que estão despreparadas para metas claras e mensuráveis para redução da pegada de carbono de suas operações.

Companhias com faturamento entre R$ 300 milhões e R$ 1 bilhão, por exemplo, consideram que ainda estão despreparadas no tema e querem chegar apenas ao patamar de conformidade. Os dados mostram que quanto maior o porte das empresas, mais elas querem ser proativas nos aspectos do ESG.

Outro ponto no que diz respeito ao ESG foi identificado por uma pesquisa feita pela PwC, que conversou com gestores de ativos e analistas de grandes empresas de investimentos, bancos e corretoras nacionais e internacionais. O resultado mostrou que 75% deles afirmam que as empresas deveriam adotar práticas ESG, mesmo que isso signifique abrir mão da lucratividade de curto prazo. Em contrapartida, 49% responderam que não aceitariam nenhuma redução percentual no retorno de seus investimentos. Apenas 19% deles aceitariam redução na rentabilidade de 1% ou mais. Ou seja, os gestores apoiam as iniciativas, mas mantêm intenção de retorno.

Esses resultados estão relacionados com a incerteza de longo prazo. Sabemos que esse é o período em que o ESG gera mais resultado, porém é mais incerto e menos objetivo, gerando preocupações e incerteza. Esse conflito desestimula as organizações a priorizarem questões sociais em vez do retorno financeiro.

O ESG precisa se tornar parte das empresas

Para contornar isso, o ESG precisa se tornar parte das empresas que desejam se manter na linha de frente da competitividade e responsabilidade social. Elas precisam buscar líderes que trabalhem arduamente para descarbonizar suas operações, que saibam prever e contornar o risco climático.

Se as organizações não considerarem todas as maneiras pelas quais uma mudança climática pode afetar seus negócios, elas podem estar deixando de ver grandes riscos. Todas as empresas estão potencialmente expostas a impactos climáticos – mesmo empresas com baixa ou nenhuma emissão de carbono. E os impactos estão chegando mais cedo do que muitos líderes pensam. Na verdade, eles já estão aqui.

Essa mesma análise de risco da empresa também é capaz de identificar oportunidades. Os líderes precisam visualizar que podem criar novos e vastos fluxos de receita global adicionando linhas de produtos resistentes às adversidades. Empresas com visão de futuro estão mapeando os riscos para todas as suas cadeias de valor em diferentes cenários. Esta análise pode revelar algumas surpresas, especialmente para empresas em setores de emissões mais baixas que podem ter assumido que suas empresas estavam menos expostas.

Embora os líderes empresariais, incluindo os CFOs, possam se perguntar sobre o impacto do investimento em iniciativas de ESG em seus resultados, como vimos, diversas descobertas recentes mostram que essas iniciativas podem impulsionar o crescimento e contribuir para a vantagem competitiva de longo prazo. Melhorar as práticas ESG tem o potencial de aumentar o valor da marca, aumentar a fidelidade de clientes e funcionários, reduzir custos (incluindo o custo de capital) e criar vantagens competitivas de longo prazo.

As empresas precisam de um plano claro para navegar por uma transformação social disruptiva e redefinir o modelo de negócios para um mundo de baixo carbono. As penalidades estão aumentando para as empresas que não o fazem.
A chave para superar esses desafios: pessoas. A Evermonte, usando dados e People Analytics, ajuda você a encontrar o candidato(a) ideal, com as habilidades necessárias para o desenvolvimento das questões de ESG na sua empresa.

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