O que você precisa saber sobre o CFO Trends 2026? | Evermonte Executive Search
Depois de anos recrutando e conversando com CFOs, sentimos que era hora de transformar essa escuta em algo mais estruturado. Pela primeira vez, o Evermonte Institute publica um estudo dedicado exclusivamente à liderança financeira no Brasil.
O CFO Trends 2026 nasce dessa urgência: entender, com base em dados concretos, como essa função vem evoluindo — o que já mudou, o que ainda está em transição e quais são os pontos de atenção para os próximos ciclos. O estudo ouviu 242 CFOs e executivos financeiros de diferentes segmentos e portes. É, até aqui, o levantamento mais completo já feito sobre esse tema no mercado brasileiro.
O estudo inteiro vale a leitura, mas se você quiser começar pelos pontos-chave, aqui vai um resumo direto do que realmente importa.
O CFO está tomando decisões que moldam o futuro do negócio — e agora tem os dados para isso
Decidir onde investir e com que retorno. Essa é, para 77,7% dos CFOs entrevistados, a competência mais importante para 2026. Em seguida, aparecem a influência sobre o negócio (59,9%) e a capacidade de aplicar IA e automação às operações financeiras (55%).
Isso traduz uma mudança concreta: a liderança financeira está sendo chamada a atuar de forma mais analítica, mais integrada e mais orientada a impacto.
A transformação não depende mais da condição ideal — ela já começou, apesar dos obstáculos
Cultura resistente à mudança (55,8%), sobrecarga operacional (50,8%) e sistemas desconectados (49,6%) seguem sendo apontados como os principais obstáculos à evolução do papel do CFO. Ainda assim, os dados mostram um movimento em curso.
Mais de 73% das empresas pretendem aumentar seus investimentos em produtividade e eficiência. Digitalização, analytics e IA também aparecem com força, com 64,1% indicando aumento de investimentos nessas frentes. E 52,5% afirmam que estão avaliando crescimento inorgânico.
As equipes cresceram. Agora, o desafio é fazer com que entreguem o que o negócio exige
Mais da metade das áreas financeiras operam com equipes acima de 20 pessoas. A expectativa para 2026 é de estabilidade: 52,1% pretendem manter o tamanho atual dos times.
Mas os dados também mostram onde estão os vazios. Faltam habilidades em IA/ML (52,1%), analytics (47,1%) e modelagem de cenários (44,2%), O desafio não é ampliar times, mas ajustar o perfil técnico e elevar o nível de sofisticação da análise.
Orçamento mais flexível, mais frequente e mais conectado ao negócio
O Orçamento Base Histórico, ainda dominante em 2025 (44,2%), perde espaço para modelos mais adaptativos. Em 2026, apenas 31,8% das empresas pretendem mantê-lo. O Rolling Forecast sobe para 27,3% e o Orçamento Base Zero para 24,8%.
A frequência também muda: 34,7% fazem revisão trimestral, 19,8% mensal e apenas 12,8% anual. O que isso mostra não é apenas uma troca de modelo, mas uma nova relação com previsibilidade, risco e velocidade de resposta.
A ambição continua, mas ela vem acompanhada de disciplina, dados e foco em retorno
O guidance de crescimento de receita é moderado: a maioria das empresas projeta avanço entre 5% e 10%. Apenas 2,9% preveem retração. O apetite a risco também é controlado: 40,1% indicam postura mais conservadora, enquanto 45,9% manterão o mesmo nível de risco.
Dentro desse cenário, o foco se concentra em estratégias com retorno direto. Direcionamento de estratégia foi apontado como prioridade por 80,2% dos CFOs. Eficiência de custos aparece com 71,9% e transformação organizacional com 52,1%. ESG e relações com investidores têm menor peso neste ciclo.
A figura do novo CFO não é mais projeção — é resultado de escolhas que já estão sendo feitas
O CFO de 2026 é um profissional mais exposto, mais acionado e mais cobrado — mas também mais preparado.
Esse novo ciclo não está sendo empurrado por pressão de mercado. Está sendo construído pelas escolhas que os próprios CFOs estão fazendo agora.
👉 Clique aqui para entrar na lista de recebimento do estudo: https://mailchi.mp/evermonte.com/inscricao-lista-de-recebimento-cfo-trends-2026